Entenda como será o risco de inadimplência em 2017

Em 2016, a recessão econômica impactou diretamente a saúde financeira das indústrias e consumidores, o que afetou significativamente o fluxo de caixa e a produção das empresas. Para se ter ideia, as recuperações judiciais bateram recorde histórico em 2016 e os pedidos de falência foram os maiores dos últimos quatro anos, de acordo com dados da Serasa Experian.

No total, foram requeridos 1.863 pedidos de recuperações judiciais, 44,8% a mais do que o registrado em 2015. O resultado é o maior para o acumulado do ano desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências (junho/2005). Em 2015, foram 1.287 ocorrências contra 828 em 2014.

 

recuperação judicial 2014 a 2016

Segundo os economistas da Serasa Experian, o quadro recessivo da economia brasileira que prevaleceu durante o ano de 2016, prejudicou a geração de caixa das empresas. Por outro lado, as empresas também se depararam com o crédito caro e escasso. Assim, houve deterioração da saúde financeira das empresas brasileiras, ocasionando patamar recorde dos pedidos de recuperações judiciais.

Conforme o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, as micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de 2016, com 1.134 pedidos, seguidas pelas médias (470) e pelas grandes empresas (259).

Como fica o risco de inadimplência em 2017?

A ANBC (Associação Nacional de Birôs de Crédito) previa que a inadimplência começaria a recuar a partir de 2017, mas, recentemente, revisou a projeção por causa do aumento do desemprego.

“A taxa de 10,9% registrada em 2016, equivalente a 11 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho.”

Segundo os economistas da Serasa Experian, diferente do que aconteceu em 2012, quando tivemos o último surto de inadimplência que foi causado por excesso de endividamento da população com cenário de desemprego em queda, desta vez é a alta do desemprego que está puxando a inadimplência.

O desemprego só deverá parar de crescer no primeiro trimestre do próximo ano. Com isso, na melhor das hipóteses, o risco de inadimplência começa a cair no segundo semestre de 2017.

Portanto, não dá para esperar de braços cruzados até lá. É importante considerar os serviços de proteção ao crédito na sua empresa como forma de buscar alternativas para voltar a crescer e diminuir o risco de inadimplência.

 

do blog da Serasa Experian